Eu me Basto  

Posted by: Cris Andersen in , ,

Ninguém precisa queimar meu filme, afinal é como eu sempre digo, eu me basto. E me basto plenamente, para quase qualquer coisa. Só não sei cozinhar. Todavia antes que minha prolixidade inata leve à fuga do tema, vou fazer o que vim aqui pra fazer, e que ninguém pode fazer por mim (e não é xixi).

Em fim, no meio de todo aquele tédio repleto de coisas para se fazer que no fim não se faz nada, recebi (e li, o que é mais surpreendente) um e-mail, desses de bobagem, com uma lista de coisas imbecis que as pessoas comumente fazem. Baseada nas respostas da pessoa que mandou o e-mail (cuja identidade será mantida em sigilo para a proteção da mesma), percebi que eu sou muito, mas muito imbecil. E como parte da minha imbecilidade é saber dar risada da minha própria cara, decidi fazer uma lista pessoal e, sabem como é, compartilhar com outrém a alegria de rir de mim mesma.

Não que rir de alguém que faz idiotices que todo mundo faz seja engraçado, a questão é quando muitas idiotices vem juntas. Até porque, sejam sinceros comigo, quem nunca tentou encostar a língua no cotovelo? Eu já, e não consegui. Não se sinta idiota por estar tentando agora, ok?

E o fato de eu ja ter perdido o chiclete da boca em meio a um discurso provavelmente infundado não é tão anormal, é? E nem vem que eu não falo demais. Não mesmo. Juro. E só porque eu já me engasguei com a minha própria saliva porque não deu tempo de engolir não significa que to errada, né? Engasgar com chiclete acho que nem se fala. E anormal é quem nunca engasgou com as balas soft, fala sério (desenterrei a bala soft... to ficando velha).

Deixando as engasgadas de lado, atire a primeira pedra quem nunca acenou para alguém na rua sem que esse alguém fosse o alguém que tu pensaste que fosse. Maior vergonha o abano no vácuo. E por falar em vácuo, beijar erroneamente a boca de alguém ao cumprimentar é bem desagradável, quase tanto quanto fazer menção do terceiro beijo (pelotenses...) e ficar com o biquinho não correspondido. Dou a dica "3 pra casar, to encalhada, preciso de ajuda" quase sempre melhora o clima e a vergonha vira piada, quando a piada mesmo é somente tu.

As besteiras que fazemos no sono deveriam ser perdoadas, poxa, eu já dei de cara em algo invisível quando tentava ir fazer aquele xixi madrugadal, assim como já caí da cama (e no meu caso foi muito mais idiota, caí do andar de cima do beliche). Seguidamente acordo babada e não raras são as vezes que acordo achando que estou caindo. Todo mundo já passou por isso. Né?!?

Eu também já mandei mensagem de texto para a pessoa errada, assim como já liguei para o número errado também. Não satisfeita, liguei duas vezes consecutivamente para o (mesmo) número errado. Já pensei em algo muito mais muito engraçado que só eu sabia o que era, dei muita risada sozinha e no fim não consegui explicar a graça pra ninguém. Eles não entenderia, afinal. Freud deve explicar. Espero que também explique por que eu já chamei a professora de "mãe" e, principalmente, por que é tão comum eu dar risada com a boca cheia do que quer que seja e acabar cuspindo tudo. Não maliciem, ta gente?

E pra finalizar, na sessão "não tão idiota, mas o Alzheimer gostosão ta me pegando", já calcei o sapato esquedo no pé direito, e ainda não entendi o desconforto. Já vesti a roupa do avesso e sequer me prestei pra achar a costura estranha. Já saí na rua com a etiqueta do preço anexada à roupa, óbvio que era promoção. Já coloquei sal no café, mas a culpa eram dos potes mal identificados, juro. Já tentei servir bebida com a tampa da garrafa fechada, assim como também já derramei alguma coisa na mesa achando que estava acertando o copo. Já procurei loucamente alguma coisa que estava muito bem escondida na minha mão. Já empurrei quando dizia "puxe", e olha que eu já sabia ler. Já apertei os botões do controle remoto com mais força quando a pilha estava fraca, e ainda mais força usei quando não funcionou. Tu não tens teto de vidro, tens?

Sejamos francos. Eu sou imbecil, ok, aceito. Mas todo mundo carrega consigo um pouquinho de imbecilidade também. Garanto, a vida é muito mais divertida pra quem consegue rir de si mesmo, bastando unicamente a si ou não.

This entry was posted on Sexta-feira, Novembro 06, 2009 and is filed under , , . You can leave a response and follow any responses to this entry through the Assinar: Postar comentários (Atom) .

3 Opiniões

Hoiheheueuhe, genial, eu também já ri muito de mim mesmo, hoiheheueuhe, excelente texto, que pessoa genial que és!!! Esse é o espírito!!! Agora peraí que eu vou tentar lamber meu cotovelo, hoiheheueueuehhuehe

Que bom que tu te bastas.

Geralmente não temos coragem, ou aliás, não podemos nos expôr tanto assim.


Bjão.

Ufa! Não sou o único! :)

Bjo!

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